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Por João Mascarenhas

Notícias

Serpentário na Bahia e mantido por voluntario par produzir soro antiofídico

19 nov 2017

| 16:45h | Notícias
Serpentário na Bahia e mantido por voluntario par produzir soro antiofídico

 

O médico Rodrigo Souza criou um serpentário para ajudar na reprodução da surucucu, espécie de cobra considerada uma das mais venenosa das Américas. O local funciona há 15 anos e fica em um sítio na cidade de Itacaré, sul da Bahia.

A surucucu é uma espécie ameaçada de extinção por conta do desmatamento na Amazônia e Mata Atlântica, habitat natural do réptil. “Acho que em 50 anos a surucucu da Mata Atlântica não vai mais existir na natureza”, explica Rodrigo.

O médico, que é especialista em cirurgia geral, cria cerca de 70 cobras e mantém um berçário. Lá, a reprodução em cativeiro funciona como maternidade, onde os filhotes são levados depois que os ovos eclodem.

Os filhotes recém-nascidos ficam em caixas e os maiores ficam em barracas, com média de três cobras cada uma. Quando se tornam adultas, aos quatro anos de idade, elas vão para cercados reforçados, onde convivem com outras cobras. Elas têm o sexo identificado para formar casais que vão reproduzir a espécie.

Descrição: Criador extrai veneno e faz doação para produção de soro antiofídico (Foto: Reprodução/TV Bahia)

Criador extrai veneno e faz doação para produção de soro antiofídico (Foto: Reprodução/TV Bahia)

Os animais são alimentados uma vez por semana. Com bastante cuidado no manuseio, os tratadores usam perneiras e casacos de couro para evitar serem feridos em ataques.

Recentemente, Rodrigo fez uma doação de 3,5 gramas de veneno para um laboratório do governo que é produtor de soro antiofídico. Segundo ele, a quantidade é suficiente para produzir 12 mil ampolas. “Para se ter uma ideia, em um caso gravíssimo [de picada de cobra] eu uso 20 ampolas pra tratar o paciente. Doze mil é muita gente que vai ser salva", pontuou.

O serpentário tem parecer favorável do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), mas ainda aguarda a autorização do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).

O médico paga a manutenção com recursos próprios e pretende transformar o serpentário em uma escola de preservação dos animais. "Sempre tenho essa ansiedade de deixar gente treinada para continuar o trabalho que a gente iniciou e tem dado resultados que nunca foram vistos".

G1

 



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