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Por João Mascarenhas

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Novo exame de sanque é capaz detecta oito tipos de câncer

19 jan 2018

| 15:49h | Notícias
Novo exame de sanque é capaz detecta oito tipos de câncer

 

— Mutações no DNA podem ser marcadores altamente específicos para o câncer. Para capitalizar esta especificidade, nós desenvolvemos um pequeno, mas robusto exame que pode detectar ao menos uma mutação na vasta maioria dos cânceres — explicou Joshua Cohen, autor principal do estudo publicado na edição desta sexta-feira da revista “Science”. — De fato, manter o painel de mutações pequeno é essencial para minimizar os falsos positivos e manter a testagem acessível.

Inicialmente, os cientistas exploraram centenas de genes e 40 proteínas marcadoras até chegarem a segmentos de 16 genes e oito proteínas. Os primeiros resultados são animadores. No grupo de controle com 812 pessoas sadias, o teste apontou apenas sete falsos positivos.

— Isso é essencial porque falsos positivos podem sujeitar os pacientes a testes e procedimentos invasivos desnecessários para confirmar a presença do câncer — apontou Kanneth Kinzler, professor de oncologia na Johns Hopkins.

O exame também foi testado em 1.005 pacientes com câncer não metastático, entre os estágios I e III, de ovário, fígado, estômago, pâncreas, esôfago, cólon, pulmão ou mama. Em média, a sensibilidade foi de 70%, variando entre o câncer de ovário, com 98% de detecção, e o câncer de mama, com 33%. Para cinco tipos que não possuem testes de detecção — ovário, fígado, estômago, esôfago e pâncreas — a sensibilidade variou entre 69% e 98%.

— A novidade do nosso método de classificação é que ele combina a probabilidade de observação de várias mutações no DNA junto com os níveis de proteínas para dar o resultado final — explicou Cristian Tomasetti, professor de bioestatística, que desenvolveu o algoritmo. — Outro novo aspecto da nossa abordagem é que ela usa aprendizado de máquina para que o teste determine com precisão a localização do tumor em 83% dos pacientes.

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Para determinar os biomarcadores a serem detectados, a equipe de pesquisadores coletou dados de mais de três décadas de pesquisas genéticas sobre o câncer mantidos tanto na Johns Hopkins, como em outros centros de pesquisas. Batizado como CancerSEEK, o novo procedimento tem potencial para entrar na lista de exames de rotina, mas, para isso, o custo deve ser menor do que testes existentes para tipos específicos de câncer, como a colonoscopia. A previsão é que ele custe menos de US$ 500.

— Este teste representa mais um passo na mudança do foco das pesquisas em câncer, do estágio avançado para o estágio inicial da doença, que eu acredito ser crucial para reduzir as mortes por câncer no longo prazo — disse Bert Vogelstein, codiretor do Centro Ludwig.

— A detecção precoce permite muitas formas de melhorar os resultados para os pacientes. Idealmente, os cânceres deveriam ser detectados cedo o suficiente para serem curados apenas com cirurgia — opinou Anne Marie Lennon, professora de cirurgia e radiologia na universidade. — Mas até mesmo os cânceres que não são curados apenas cirurgicamente respondem melhor às terapias quando estão em estágio menos avançado.



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