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Por João Mascarenhas

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Viroses gastrointestinais em alta: especialista reforçaprevenção e cuidados em Feira de Santana*

03 mar 2026

| 13:12h | Notícias
Viroses gastrointestinais em alta: especialista reforçaprevenção e cuidados em Feira de Santana*


Feira de Santana vive um cenário epidemiológico de atenção em saúde pública com o aumento de casos associados a viroses gastrointestinais e diarreia aguda. Dados da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde mostram que 769 casos de diarreia aguda foram notificados em janeiro de 2026, registrados em diferentes faixas etárias, com maior frequência entre crianças de 1 a 4 anos e pessoas acima de 10 anos. No ano anterior, o mesmo mês havia registrado 1.252 casos, totalizando 9.317 casos ao longo de 2025, o que evidencia um padrão sazonal de ocorrência destes agravos no início do ano.  ?


Para o gastroenterologista Dr. Fábio Teixeira, credenciado à União Médica, esse quadro reforça a importância de atenção às viroses gastrointestinais — que incluem infecções causadas por diferentes vírus que afetam o trato digestivo.


“O aumento de casos de diarreia e sintomas gastrointestinais no início do ano é esperado, sobretudo em períodos de calor, aglomerações, viagens e alimentação fora de casa. Esses fatores favorecem a transmissão de vírus pelo contato fecal-oral e por alimentos e água contaminados”, explica Dr. Fábio Teixeira.


*Sinais e sintomas comuns*


Os quadros de virose gastrointestinal podem se manifestar de forma abrupta e envolver:

diarreia aquosa

vômitos

febre baixa

dor e cólicas abdominais

náuseas e perda de apetite

mal-estar geral e fadiga


“Geralmente esses quadros são autolimitados, com duração média de 24 a 72 horas, mas a maior preocupação é a desidratação, sobretudo em crianças, idosos e pessoas com condições crônicas de saúde”, esclarece o médico.


*Agentes virais e transmissão*


As viroses gastrointestinais são causadas por vários agentes, incluindo norovírus, rotavírus e adenovírus entéricos, os quais se propagam com facilidade em períodos de maior circulação de pessoas e contato com superfícies contaminadas.  ?


“A transmissão ocorre por via fecal-oral, mãos sujas, água ou alimentos contaminados, e pode ser potencializada pela manipulação inadequada de alimentos ou pela falta de higienização das mãos”, diz Dr. Fábio.


*Fatores que favorecem a disseminação*


O especialista destaca fatores comportamentais e ambientais que contribuem para a disseminação desses vírus:

consumo excessivo de álcool

alimentação irregular ou mal conservada

privação de sono

calor intenso e desidratação

falta de higiene adequada


“O calor acelera a proliferação microbiana e a deterioração dos alimentos, aumentando o risco de contaminação. A combinação de festas, viagens e alimentação fora de casa intensifica esses riscos”, reforça o gastroenterologista.


*Como diferenciar quadros*


É importante diferenciar uma virose gastrointestinal de outros problemas:


Virose gastrointestinal

• diarreia aquosa, vômitos e febre baixa.


Gripe ou virose respiratória

• febre alta súbita, fadiga intensa e sintomas respiratórios predominantes.


Intoxicação alimentar

• sintomas mais intensos, diarreia com sangue ou muco e febre alta.


“Nem toda diarreia vem de uma intoxicação ou bactéria. Em muitos casos, estamos diante de uma infecção viral que se resolve com suporte clínico adequado”, afirma Dr. Fábio.


*Tratamento e cuidados domiciliares*


O manejo inicial enfatiza suporte clínico e hidratação:

hidratação oral constante com água, soro de reidratação ou água de coco

alimentação leve e fracionada

repouso

evitar bebidas alcoólicas e alimentos gordurosos


“Antibióticos não são indicados na maioria das viroses. A hidratação é a principal intervenção”, destaca o médico.


*Sinais de alerta e atendimento médico*


A procura por atendimento deve ocorrer se surgirem:

vômitos persistentes

diarreia por mais de três dias

febre alta ou prolongada

sangue nas fezes

dor abdominal intensa

sinais de desidratação — boca seca, pouca urina, fraqueza


“A avaliação médica precoce em casos de agravamento é fundamental para evitar complicações e garantir a recuperação adequada”, orienta Dr. Fábio.


*Prevenção é essencial*


A prevenção das viroses gastrointestinais pode ser alcançada com medidas simples:

lavar as mãos frequentemente com água e sabão

evitar compartilhar utensílios e copos

consumir água potável e alimentos devidamente higienizados

manter vacinação atualizada — especialmente contra rotavírus e influenza

manter boa hidratação, especialmente em dias de calor intenso


“As viroses gastrointestinais estão em alta neste início de ano, mas a adoção de práticas de higiene e prevenção reduz muito o risco de transmissão e complicações”, conclui Dr. Fábio Teixeira.


*Assessoria de Comunicação*




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