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Por João Mascarenhas

Notícias

Prefeitura de Feira de Santana, realizará atividades em alusão ao Julho das Pretas

22 jul 2020

| 05:24h | Notícias
Prefeitura de Feira de Santana, realizará atividades em alusão ao Julho das Pretas

Cartaz

 Com o tema: Eu preta, tu preta, nós pretas: A nossa força está na raça; a Secretaria de Desenvolvimento Social de Feira de Santana, por meio do Núcleo de Promoção da Igualdade Racial do CRPDH, até o final do mês realizará atividades relacionadas ao Julho das Pretas, data comemorada no dia 25 de julho. 

As principais atividades serão: a publicação de diversos vídeos contendo depoimentos de Mulheres Negras de Feira de Santana; no dia 24 de julho em 2020 haverá uma ação educativa no trânsito da cidade, e dia 31 de julho de 2020 uma live com a Cantora Maryzelia. O tema tem como objetivo reforçar o reconhecimento da diversidade afirmativa das mulheres negras, ao mesmo tempo em que ressalta a força dessa autoafirmação coletiva. Nós mulheres pretas, em toda a nossa diversidade, embora vivenciemos distintas experiências de vida e de luta, nos encontramos em nossa negritude; e é nesse encontro de afirmação do que somos que obtemos força para seguir adiante.

Atividades do Julho das Pretas:
 21 a 31 de julho: Publicação de vídeos com depoimentos de Mulheres Negras de Feira de Santana
 
24 de julho: Ação educativa no Trânsito de Feira de Santana – no cruzamento da Getúlio Vargas com Senhor dos Passos a partir das 09h da manhã.
 
31 de julho: Live com a Cantora Maryzelia as 19:30 no instagram @centrorefdireitoshumanos
Sobre o Julho  das pretas é importante saber:
O julho das pretas surge a partir do primeiro Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, que foi realizado no dia 25 de julho em 1992, no qual se ressaltou as diversas violências sofridas pelas mulheres pretas; violências essas que muitas vezes são distintas das violências sofridas pelas demais mulheres.
 
A partir desse encontro foi criado o Dia da Mulher Afrolatinoamericana, Caribenha e da Diáspora, que é lembrado todo 25 de julho, data que inclusive foi reconhecida pela ONU nesse mesmo ano de 1992.
 
No Brasil, acordo com o site da Biblioteca da UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia), a partir de 2014, essa data foi tornada o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, em homenagem a Tereza de Benguela que foi uma rainha, estrategista militar e dirigente política quilombola no século XVIII. Ela esteve à frente do Quilombo de Quariterê, localizado no território que hoje corresponde ao Vale do Guaporé, no estado do Mato Grosso. Nesse quilombo foi instituída uma forma de governo semelhante a um parlamentarismo, com deputados e conselheiros se reunindo em uma sede. “O Quilombo de Quariterê existiu de 1730 a 1795, e a liderança de Benguela vigorou até 1770, quando foi presa e morta pelo Estado.”
 
As mulheres pretas são as que mais sofrem todos os tipos de violência, que se evidenciam nos dados de estudos e pesquisas sobre violência. Segundo o Mapa da Violência enquanto os assassinatos de mulheres brancas reduziram 10% entre 2003 e 2013, os de mulheres negras aumentaram 54%. No Brasil, a cada 3 mulheres em privação de liberdade, 2 são negras. Além disso, o número de mulheres negras que não receberam anestesia durante o parto normal é duas vezes maior que o de mulheres brancas. Mulheres negras são sub-representadas na política, nos cargos de chefia, no governo e nos meios de comunicação. Todos esses dados que estão disponíveis site da ONU.
 
Por isso, essa data se faz necessária, ela é um importante meio de romper o silêncio das violências contra as mulheres negras, é um momento de rememorar as lutas históricas e de reafirmar novos passos de liberdade para o futuro. Sendo assim, a Divisão de Promoção da Igualdade Racial e o Centro de Referência de Promoção aos Direitos Humanos, através do Núcleo de Promoção a Igualdade Racial, se juntam a diversos coletivos e organizações para demarcar a importância desse dia através de uma programação chamada de “Julho das Pretas”,  em que até o final do mês serão realizadas atividades visando dar maior visibilidade às ações protagonizadas pelas mulheres pretas feirenses.
 
Informações de Fábio Ribeiro/ Autor/ Créditos: Jorge Magalhães



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